A entrevista com o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Severino Otávio, o Branquinho (PSB), que figura entre os nomes a candidato a prefeito de Bezerros em 2012, repercutiu bastante uma vez que o debate trouxe outros temas ainda não abordados.
Branquinho, como é conhecido, falou um pouco da sua história, das dificuldades de quando prefeito, da experiência adquirida ao longo de sua vida pública e pregou mais uma vez o discussão da união de forças para que o município possa buscar o seu desenvolvimento, através da atração de indústrias.
Não fugiu de temas da atualidade, como a ideia de criação da Região Metropolitana de Caruaru, a qual diz sentir certa repulsa, mas que, se vier de a ser discutida, se faz necessário deixar o emocional de lado para analisar o projeto e saber das vantagens que isso possa representar. Ele frisou que os municípios que compõem a Região Metropolitana do Recife não foram diminuídos sendo parte da RMR. Sobre a linha ferroviária, a qual se encontra desativada, Branquinho destacou que o município deve priorizar outras ações, embora destaque que o Governo do Estado tem anunciado a construção de ramais da transnordestina, cabendo o gestor municipal articular com outros prefeitos para que se busque o projeto para a região. “Se não for em busca não vem”, frisou. Abaixo, você acompanha os principais tópicos discutidos no debate.
Olha, eu acredito que o que tem mais prejudicado Bezerros é a divisão política de suas lideranças. Eu fiz política muitos anos na minha terra e os que me conheceram à época e os que participaram da minha campanha sabem que eu jamais misturei as coisas. Eu sempre dividi a campanha eleitoral, após campanha ou a pré-campanha, sem que isso criasse animosidade. Eu acho que a obrigação dos políticos é se dividirem. Evidente que cada um tem o direito de pensar de uma maneira e eu respeito os pensamentos contrários, mas passado o período eleitoral, eu acho que todos tem que se unirem para ir buscar. Se você é forte sozinho você será mais forte tendo a união. Essa forma de você fazer política, ‘e eu diria com o fígado e não com o coração’, tem prejudicado Bezerros. Essa união é necessária em Bezerros, para que possa carrear o desenvolvimento, pois Bezerros está perdendo o bonde da história em Pernambuco. O desenvolvimento muito grande, ontem de coração na mão, eu via o governador anunciar três indústrias para Limoeiro, onde vai gerar 800 empregos e a gente ver uma cidade como a nossa, que talvez precisa mais que todas as outras. Eu sei, porque sempre fui procurado a vida toda por pessoas desempregadas de Bezerros em busca de um emprego (…)
O que pode ser feito para que esse sonho se torne realidade constante?
Olha, hoje, existe uma disputa entre os municípios. Porque somos bezerrenses e não somos mais inteligentes ou mais ágeis de que os que moram em Gravatá. Os gravatenes, os limoeirenses, os subrubineses…, enfim, todo mundo tá brigando para ter esse direito. Se você prepara primeiro você vai ter resultados: Vitória está aí, porque se preparou reservou uma área para que recebesse as indústrias. Bezerros é uma cidade privilegiada e eu calculo até que apenas trinta cidades no Estado de Pernambuco tem esse privilégio (sem falar nas cidades da área metropolitana), que até o gás – a principal fonte de energia para as indústrias, que barateia o custo energético das indústrias – está passando na porta. Então é uma cidade privilegiada, mas precisa se preparar, adquirir terreno, preparar um Distrito Industrial para receber essas indústrias. Esse é o grande desafio que vejo de quem está no comando do município e de quem vinher a comandar nos próximos quatro anos.
Sobre a responsabilidade para com o município de Bezerros
Na realidade o meu nome tem sido ventilado. Eu não fujo a minha responsabilidade, até porque o homem pode ter todo o direto de ter todos os defeitos, menos o da ingratidão. Sou grato a minha cidade, sou grato ao povo que me deu o primeiro empurrão para que eu chegasse aonde cheguei. Ser aos 65 anos e dizer que sou vitorioso na minha vida. Mas, sobretudo, eu sou grato e não fulgirei da responsabilidade de colocar o meu nome para disputar uma eleição em Bezerros, desde que seja fator de união. Sempre disso isso, pois para ser mais um candidato não estarei fazendo nada, não estarei contribuindo para o desenvolvimento de Bezerros. Eu tenho conversado com as lideranças políticas de Bezerros e vamos ver no início do próximo ano, que é o ano exatamente em que o governador só fala: ‘ em 2012, 2012’. Daí, pretendo ter uma conversa final com o governador e levarei a minha decisão a conhecimento de todos os bezerrenses. De uma coisa podem ter certeza, estarei sempre do lado de Bezerros, sendo ou não candidato.
O que é preciso para a União Política tão sonhada?
Na realidade não é fácil. Já ouvir alguns comentários de algumas lideranças ‘eu vou ser para fulano não ser’. Eu acho que você precisa ser para Bezerros ter, esse é o grande desafio. Todos deveria dizer ‘nós vamos ser para Bezerros ter’. É quando eu digo: ‘Estou colocando o meu nome como pré-candidato para unir e não para dividir’.
Eu sou um leigo no meio de técnicos em comunicação. Vocês sabem, mais do que eu, que a conversa o diálogo é a fonte de todas as conquistas. Estou dialogando com todas as lideranças e vou continuar conversando com outras lideranças que ainda não tive oportunidade para tentar conseguir esse objetivo. Quero deixar bem claro que não busco apenas uma união em torno apenas do meu nome, prego uma união em torno de qualquer nome que possa oferecer a Bezerros as condições necessárias que Bezerros precisa. União é boa em torno de qualquer nome, porque vai dá fossa a essa pessoa para trabalhar mais para Bezerros.
Sobre o Distrito de Insurreição em Sairé, que pertencia a Bezerros
Eu não sou muito bom em decorar data, mas eu confesso que eu nem sei se era eleitor quando Sairé passou a ser município. Não estranho, as pessoas não tem obrigação de saber toda a história do município. Às vezes, por falta de informação, que é isso que vocês fazem neste momento, as pessoas não sabem dessa informação. Eu vou dizer sobre o grande problema ao longo da história para que os bezerrenses compreendam porque Bezerros perdeu um território tão próximo da nossa cidade. O limite de Bezerros para com Gravatá é o Rio Ipojuca e o distrito na época, isso aí eu digo porque depois que eu fui político eu tentei resolver esse problema e infelizmente não consegui, tentei acordo com o prefeito de Sairé na época e tudo.
Na época o limite era esse. Havia um senhor cidadão, que prefiro nem dizer o nome, não era de Bezerros, que tinha um poder muito grande junto ao governo do General Cordeiro de Farias e ele construiu uma fazenda, que fica a direita de quem vem de Recife, que hoje está sendo loteada. Era quando estava se fazendo essa pavimentação e ele para que a sede da fazenda ficasse dentro do município de Gravatá e não de Bezerros pegou uma placa e botou depois da fazenda dele. Os políticos da época, (se você me perguntar quem é eu não sei, porque é algo tão antigo), deixaram passar despercebido e a placa ficou. E vocês sabem que em direito costume vira lei. Fonte do direito é o costume e a divisão de Bezerros com Gravatá passou a ser aquela (efetivamente não aquela de direito, mas de fato). Quando assumir a prefeitura eu cai na briga. Veja como as pessoas não entendem, eu que comecei a brigar para mudar os limites, porque dizia o seguinte: saindo numa linha Reta da Serra do Sapato até encontrar o Rio Ipojuca era o Distrito de Sairé. Só que essa linha reta saia a direita da BR 232 em sentido Recife até encontrar o rio Ipojuca na divisão anterior. Na divisão atual, que deixaram ficar, ela teria que partir em linha reta até encontrar o Rio Ipojuca passando por Insurreição. E Eu fiz tudo que era possível para mudar. Então aqueles que me acusam de ter entregue Insurreição a Sairé estão equivocados porque eu que fiz a briga toda pra ver se retomava a área.
Tem uma comunidade que me ajudou muito nessa luta e que eu sei que tem muita gente viva que pode ser testemunha. Os moradores do sitio Cruzeiro do Oeste sabem da minha luta para que a gente nem perdesse nem Cruzeiro do Oeste, que era do outro lado, quanto mais Insurreição. Então isso aí só é desinformação, eu respeito, mas se a pessoa for se informar…( depois eu vou fazer as contas pra ver era eleitor quando Sairé passou a ser cidade), agora quando fui prefeito eu peguei essa briga para reverter esses limites e infelizmente… e vou confessar até uma coisa aqui que eu nem sei se devia confessar, mas vou confessar: Bezerros tinha um vereador, chamado Romildo de Cássio e que toda noite pegava o caminhão caçamba da prefeitura e derrubava a placa da divisa, devido a briga tão grande que nós pegamos com o município de Sairé. Eu respeito o pessoal de Sairé que estava defendendo o que era dele e Bezerros estava defendendo também o que era dele, só que diante da justiça nós perdemos. Eu cheguei inclusive a ser acusado… Quem conhece bem Insurreição sabe que tem alí, atrás de Zé Mandante, um grupo construído na minha administração, porque não aceitava que aquele terreno fosse município de Sairé e construir o grupo lá. Todo mundo dizendo ‘mas você não pode construir que é de Sairé, e eu dizia: o terreno não é de Sairé. É isso aí.
Da Redação






















importante!
Com relação a desunião que reina em bezerros, isto já vem desde os tempos que me conhecço por gente, ridiculo!…Ou esses meios politicos acordam e deixam suas vaidades de lado ou vai ser dificil virarmos “Touros”.
“saber das vantagens que isso possa representar”, parabéns…
Divisão politica deve ser feita durante campanha fora da mesma deveria haver união que trouxesse progresso para a cidade.Coisa que infelizmente bezerros nunca teve.
não tem nada de nome de terneiro aqui
que chato